Prevenir para cada vez menos remediar!

PREVENIR para PROMOVER a Saúde Mental

A Unidade de Recursos Assistenciais Partilhados (URAP) tem como objetivos prestar
serviços complementares às restantes unidades funcionais do ACeS e contribuir para a
promoção da saúde e prevenção das doenças na população da sua área geográfica
(Ministério da Saúde, 2011). Assim sendo, possui um conjunto de recursos e
competências que partilha com as restantes equipas para completar e complementar
as suas dinâmicas e competências. Desta forma, é a unidade mais aberta e flexível de
todas as unidades do ACeS (Ministério da Saúde, 2011).

A Psicologia constitui-se num dos recursos com competências específicas que
constituem a URAP, completa e complementa o trabalho das restantes equipas dos
Agrupamentos de Centros de Saúde com os serviços de consulta de Psicologia,
participação em projetos de promoção da saúde e de prevenção das doenças em
diferentes fases do ciclo de vida (Trindade, & Teixeira, 2002).
Segundo Barnes (2000) a promoção da saúde mental infantil é de extrema
importância, sendo que os problemas psicológicos em crianças são uma realidade
muito comum, um número significativo destes problemas têm mau prognóstico e
muitas das perturbações mentais na idade adulta têm início na infância (Barnes, 2000).
É importante, investir na prevenção da saúde mental na infância, o que se acontecer
sistematicamente vai traduzir-se em importantes ganhos em saúde quer paras as
crianças quer para as famílias, em geral.

O Núcleo de Psicologia da URAP Porto Oriental complementa e completa as
consultas de Saúde Infantil e Juvenil da USF de Barão Nova Sintra em articulação com o
Médico e Enfermeiro de família, segundo um “acordo entre as partes”.
Esta consulta – Consulta de Saúde Infantil e Juvenil + (+ porque completa e
complementa a Consulta de Saúde Infantil e Juvenil) tem como objetivos o
investimento na prevenção das perturbações emocionais e do comportamento. São
prioridades: a deteção precoce; o acompanhamento e encaminhamento de situações
que possam afetar negativamente o desenvolvimento da criança e que sejam passíveis
de correção; e o apoio à responsabilização progressiva e à autodeterminação nas
questões de saúde das crianças e jovens.

Nestas consultas, quando os pais, crianças ou jovens apresentam alguma situação
com a qual não conseguem ou têm dificuldades em lidar, mas que não preenchem
critérios para acompanhamento psicológico, recorre-se à psicoeducação, indicando
estratégias a serem aplicadas no contexto familiar e/ou escolar. Quando necessário
propõe-se um acompanhamento (2 a 3 sessões) orientado para as práticas parentais.
Barnes (2000) relata que uma das estratégias de intervenção consiste em melhorar a
comunicação entre pais / principais cuidadores e as suas crianças, com vista a
aumentar o bem-estar, promover a saúde e prevenir a doença mental. Este estratégia
de prevenção tem tido excelentes resultados no que confere à redução de discórdias
ou interações difíceis entre pais / principais cuidadores e as crianças ou jovens.

Outro aspeto importante a ter em conta na infância e adolescência são as relações
com os pares, que são fundamentais para o bem-estar das crianças e adolescentes. De
acordo com Sroufe e Rutter (1984) os problemas nas relações com os pares
constituem-se num fator de risco para o desenvolvimento de perturbações mentais na
infância e no início da adolescência. Nestes casos, se não existir uma intervenção
adequada poderá desenvolver-se uma perturbação de conduta na adolescência. Daí
que melhorar as relações com os pares vai potenciar um aumento da autoestima e
promover a saúde mental para a maioria das crianças (Barnes, 2000).

A Consulta de Vigilância de Saúde Infantil e Juvenil constitui assim uma
oportunidade privilegiada de atuação na triagem, avaliação, intervenção e orientação
nestas situações problemáticas. O diagnóstico de situações psicopatológicas e de risco,
assim como a implementação atempada de estratégias preventivas e terapêuticas,
devem transformar-se numa prioridade.
Em suma, o trabalho preventivo e o relacionamento entre a prevenção da doença
mental e a promoção da saúde que o núcleo de psicologia da URAP tem vindo a
desenvolver com a USF Barão de Nova Sintra é um bom exemplo de que é possível
fazer prevenção precoce nos Cuidados de Saúde Primários.

Resultados:
A SIJ + teve início a 8 de Outubro de 2013 e até à data de 01 de Maio de 2015
foram realizadas cerca de 420 consultas/complemento de Psicologia, sendo que cerca
de 35 utentes seguiram para acompanhamento psicológico.

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