Oficinas Temáticas

Com o findar do ano completou-se o 1º ciclo do projecto “ Oficinas Temáticas – espaço de expressão e criatividade “, da terapia ocupacional.
A árvore, que foi de Natal, engalanou-se para receber a Páscoa. Daí aos
Santos Populares foi um saltinho pleno de actividades, imaginação e
desempenho ocupacional.
Chegado o Outono, e desta feita dentro de portas, o S.Martinho foi assinalado como manda a tradição : castanhas, provérbios e dizeres para estimular a cognição.
E assim foi, outra vez Natal, na terapia ocupacional.

Terapia Ocupacional e Estimulação Cognitiva

Sabemos, hoje em dia, que as alterações cognitivas constituem uma grande ameaça à qualidade de vida de todos aqueles que vão avançando na idade.

O relatório Processos de envelhecimento em Portugal (Villaverd Cabral et al., 2013), diz-nos que ver televisão (95,4%) e realizar tarefas domésticas (70,9%) constituem as atividades realizadas com mais frequência durante o tempo livre.

Em menos de metade da amostra considerada, surgem ler (48,2%), ouvir rádio (42,6%), tratar de um animal de estimação (40,5%) e passear (25,2%).

Com ainda menor representatividade, usar o computador, fazer palavras cruzadas ou quebra – cabeças e jogar jogos de mesa, em que 71,1%, 68,8% e 74,2%, respetivamente, nunca o fez.

Por seu lado, Tardif & Simard (2011) alertam para a necessidade de as atividades cognitivas fazerem parte integrante de um envelhecimento ativo, tal como a prática de atividade física e uma alimentação equilibrada, eixos fundamentais de um estilo de vida saudável.

Tendo em mente estes e outros dados que apontam no mesmo sentido, torna-se imperioso inverter este cenário.

O papel da terapia ocupacional nestes domínios é diverso, desafiador e estimulante. Os terapeutas ocupacionais abordam de forma holística os indivíduos, com enfoque exclusivo no uso terapêutico da ocupação. Avaliam as pessoas com o objetivo de determinarem as suas capacidades funcionais, cognitivas e de desempenho ocupacional. Assim, podem elaborar um programa de atividades terapêuticas adequado a cada indivíduo, ou grupo de indivíduos, respondendo às suas necessidades e contribuindo, dessa forma, para maior autonomia e independência, optimizando a qualidade de vida de cada um. Leia aqui a apresentação.

Intervenção em parceria – uma mais-valia!

A intervenção em grupos na comunidade já acompanhados por instituições, é uma mais-valia pela abrangência das temáticas abordadas e pela possibilidade de  melhorar a literacia da saúde da comunidade com conceitos de saúde alimentar especializados.

Uma das instituições parceiras na promoção da literacia alimentar é a CerPorto – Associação para o Desenvolvimento Comunitário do Cerco do Porto, que tem como missão promover iniciativas através de projetos ou atividades de intervenção junto de pessoas, famílias ou grupos em situação de pobreza ou exclusão, e que através da Unidade de Cuidados na Comunidade de Campanhã, dinamiza todos os anos projetos na área da saúde.

A Nutrição integrou o projeto deste ano com 2 sessões “Comer com Saber e com Sabor”: uma sessão com exploração dos conceitos “Alimentação equilibrada, completa e variada” e outra sessão com a confeção de um prato de peixe, fácil e económico. Desta forma o conhecimento aliado à prática concreta e objetiva permitiu melhorar a apetência por uma alimentação salutogénica.

Podemos ver em baixo algumas imagens da confeção e degustação da “Massa de Potas”.

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Eu e a Diabetes – abordagem da psicologia

No âmbito da comemoração do Dia Mundial da Saúde na URAP, o Núcleo de Psicologia dinamizou uma apresentação ver aqui cujo conteúdo incide sobre as diferentes temáticas que podem ser alvo de intervenção nos utentes com diagnóstico de diabetes, nomeadamente, como lidar eficazmente com a diabetes; dificuldades na adaptação à doença; gestão de stress e ansiedade; alterações de estilo de vida; promoção na adesão à medicação e aos cuidados de auto vigilância.

Dia Mundial da Criança

No dia 1 de Junho celebra-se o Dia Mundial da Criança em Portugal, marcado pela primeira vez em 1950 pelas Nações Unidas com o objectivo de chamar a atenção para os problemas das crianças de todo o mundo.

Em 1959 foram aprovados pela Assembleia-geral da ONU (Organização das Nações Unidas) a Declaração Universal dos Direitos das Crianças, em 1989 foi adoptada a Convenção dos Direitos das Crianças que Portugal ratificou em 21 de Setembro de 1990.

No dia 1 de Junho de 2016 homenageou-se as crianças, lembrando a Declaração dos Direitos das Crianças, propondo chamar a atenção para “O Direito da Criança nos Serviços de Saúde”, no âmbito do exercício da cidadania em saúde.

O Direito da Criança à Saúde e Cidadania

 Emília Aparício

Assistente Social